2.5.11

Várias personalidades moçambicanas estiveram presentes, na passada sexta-feira, 29, na inauguração da II edição da Feira do Livro de Maputo 2011, que teve lugar no jardim do Parque dos Continuadores, em Maputo. Entre os convidados e governantes, destacamos o Ministro da Cultura, Armando Artur, Edil de Maputo, David Simango, representantes das embaixadas e representantes da arte do país.

Apelo ao gosto pela leitura e o incentivo para que aos pais oferecerem livros aos seus filhos, foram algumas das recomendações deixadas durante a cerimónia de abertura da feira.  

“Precisamos do pão para viver, mas para isso precisamos do conhecimento para podermos produzir esse pão e com isso combatermos a pobreza no país e aliviar os países que nos têm ajudado e sermos capazes de produzir o que é nosso”, apelou o presidente dp Conselho Municipal de Maputo, David Simango. A mesma opinião foi partilhada pelo Ministro da Cultura e pelos parceiros.

A II edição da Feira do Livro de Maputo insere-se, este ano, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro, assinalado no passado dia 23 de Abril, que tem por objectivo a promoção do gosto pela leitura.

Ao todo foram 27 expositores, 14 livros lançamentos, sessões de autógrafos, workshops de diversos temas relacionados com a leitura e banda desenhada, oficinas para crianças, pintura, entre outros.

O encerramento da II edição da feira do livro aconteceu ontem, dia 01, com várias actividades  desde espectáculos, declamações de poesia, contos, entre outros.

 

 

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SP

 

SAPO MZ

 

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29.4.11

 

 

 

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25.4.11

Um total de 14 livros de autores moçambicanos e estrangeiros serão lançados ao longo da segunda edição da Feira do Livro de Maputo que vai decorrer durante três dias, 29, 30 de Abril e 1 de Maio, no Jardim do Parque dos Continuadores, na capital do país.

A iniciativa do grupo Culturando, constituído pelos directores dos Centros Culturais Franco-Moçambicano (CCFM),Brasil-Moçambique (CCBM), Alemanha-Moçambique (ICMA), - Instituto Camões (ICCM) e representações culturais das embaixadas existentes em Maputo, nomeadamente: Brasil, França, Espanha, Alemanha, Itália, Portugal e Bélgica, em conjunto com o Conselho Municipal de Maputo e o Instituto Nacional do Livro e do Disco.


A segunda edição da Feira do Livro de Maputo vai decorrer na recém-inaugurada Feira do Artesanato de Maputo e tem como curadora a Naturalmente e é organizada com o objectivo de comemorar o Dia Mundial do Livro, promover o gosto pela leitura e estimular o acesso a livros a um custo mais baixo.


“Durante os três dias da feira teremos diversas ma
nifestações culturais como lançamento de livros, sessões de autógrafos, palestras, oficinas infantis, livros do dia, contadores de estórias, declamação de poesia, monólogos, ilustração e leitura de textos humurísticos”, disse Calana da Silva, um dos responsáveis pela organização do evento.

Milhares de livros literários e académicos estarão à disposição daqueles que pretendem adquirir obras à preços promocionais. “Os feirantes estão a organizar-se para que durante o evento tenhamos o livro do dia que será vendido a um preço abixo do normal, isto como um incentivo para a compra de obras que normalmente não são acessíveis”, disse Calane da Silva.

Calane da Silva revelou que estão confirmadas as presenças de 27 feirantes, entre editoras, livrariam e produtores independentes, conversas e sessões de autógrafos com os autores: João Paulo Borges Coelho, Calane da Silva, Mia Couto, Lina Magaia, Ungulane Ba Ga kossa, Carlos Serra, Hipoloto Sengulane, Jafete Matsimbe, entre outros.

A Feira contará também com a presença do ilustrador da Guiné Equatorial Ramon Esono que irá desenvolver em paralelo um workshop, com a Escola Nacional de Arte Visual e o Escritor e investigador belga Guido Convents.

Os organizadores desta feira pretendem internacionaliza-la cada vez mais de modo a que tenha o mesmo impacto como as afamadas feiras que ocorrem em outras grandes cidades como Paris e Lisboa, segundo disse Calane da Silva.

Alfredo Lituri (Texto e Fotos)

SAPO MZ

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27.4.10

Apesar do ambiente frio e chuvoso realizou-se este domingo, no Jardim dos Professores, o último dia da Feira do Livro de Maputo 2010.


Centenas de pessoas participaram neste evento cultural organizado pelo grupo Culturando, entre eles, escritores nacionais e internacionais, artistas, apreciadores, num ambiente em que não faltou muita música, poesia, gastronomia, histórias, entre outros.


Num gesto de balanço, o professor Calane da Silva, um dos organizadores do evento, afirmou que, “apesar do tempo não ter ajudado o evento foi extraordinário, ultrapassou as nossas expectativas, tanto em termo de vendas, visitas e, acima de tudo, conseguimos fazer com que toda feira houvesse actividades culturais como, poesia, conversa com os escritores, assinatura de autógrafos, música, entre outros”.


De entre várias actividades culturais que se fizeram presentes, o destaque foi para a conversa com as escritoras e médicas que traduziram o livro “Onde Não há Médico”, da Kapicua Editores, um livro onde cada pessoa pode, através dele, saber mais sobre doenças e como agir a determinados sintomas e a música ao vivo interpretado pelo grupo feminino Likute.
Likute surgiu em Setembro de 2007, destacam-se por ser um grupo composto por quatro artistas femininas, polivalente, onde o convencional e o tradicional andam de mãos dadas.

 

“O grupo surgiu da necessidade que cada uma de nós tinha em criar uma banda e, em 2007 resolvemos nos juntar e criar o Likute, nome de um pequeno tambor sempre presente na dança tradicional Mapiku, originária de Cabo Delgado. O que mais identifica os Likute, é a fusão do convencional, ou seja, a presença do piano, da guitarra e do “base” e a música tradicional moçambicana com incidência para o batuque”, explica Miloze, pianista e baixista do grupo.


Nesta primeira edição da Feira do Livro de Maputo, estiveram expostos um total de 16 editoras, entre elas a editora espanhola, AECID, a Mabuku, Franco-Moçambicano, Texto Editores, Kapicua, etc. E, para o ano, vai se realizar a segunda edição da feira. “Depois deste sucesso alcançado, esperamos poder contar com a participação de mais autores, mais público e, principalmente com mais intervenção por parte do Conselho Municipal”, conclui professor Calane.

 

Sílvia Panguane

 

Sapo MZ
 

 

 

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26.4.10

A marca de vinhos Frizzé, lançada recente no mercado nacional, esteve presente na primeira edição da Feira do Livro de Maputo. Considerado por muitos como um dos melhores vinhos no mercado moçambicano, a Frizzé fez-se representar com os seus cincos sabores, são eles: morango, frutos do bosque, ananás, pêssego e laranja.

“Frizzé surge no mercado para marcar a diferença”, explica Frederico, responsável pela marca no nosso país. “Estamos numa fase de divulgação do nosso produto, já passamos pelos bares, discotecas e restaurantes e, neste momento, o nosso alvo está virado para os hotéis da capital onde estamos a ser bem aceites".

Frizzé é uma marca de vinhos provenientes de Mendoza, Argentina, com mais de sete anos no mercado argentino, com uma variedade entre o tinto e branco, gaseificado e com cinco sabores designados por “New Touch”, ou simplesmente, “Novo Toc”.

“É um vinho que deve ser servido muito fresco e ideal para acompanhar todo o tipo de prato em qualquer ambiente”, conclui Frederico .

Sílvia Panguane

 

Sapo MZ

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25.4.10

O frio, e especialmente a chuva, marcaram presença este sábado no segundo dia da I Edição da Feira do Livro de Maputo que hoje (domingo) termina, afastando assim algum público do certame. Apesar disso, Calane da Silva, um dos principais organizadores, afirmou ao SAPO MZ que, pela ronda que tinha efectuado pelos stands, as editoras mostravam-se contentes com o ritmo de vendas. “Muitos deles [stands] disseram-me que estão a vender bem. Penso que está tudo a correr muito bem e as actividades culturais paralelas também têm animado muito a feira.”


No dia de ontem, em relação às actividades culturais, o destaque foi para a música ao vivo interpretada pelo grupo Timbila Muzima e para a conversa com os escritores moçambicanos editados pela Ndjira – editora recentemente adquirida pelo grupo português Leya – uma dos stands com maior representação no evento.


A conversa com os escritores decorreu num tom de grande informalidade tende-se estabelecido um corrente de comunicação muito interessante entre os autores e o público leitor que ocupava a totalidade das cadeiras da assistência. Cada um dos quatro escritores foi defendendo o seu ponto de vista. Mia Couto foi peremptório: “O que importa é o nosso trabalho, os nossos livros, e não nós.” João Paulo Borges Coelho defendeu que “a literatura, tal como as ciências, não tem fronteiras. Nós é que lhes colocamos barreiras. Mais adiante, confrontado se era afro-optimista ou afro-pessimista Borges Coelho referiu: “O que me deixa mais optimista em África é a sua juventude. Este continente é fábrica de juventude. Reparem que 80% da população deste país já nasceu depois da independência!”


Paulina Chiziane, a única mulher entre os homens, foi quem arrancou mais gargalhadas à assistência ao confessar que durante a adolescência e juventude roubou muitos livros numa livraria do Alto Maé. “Era a única forma que tinha de ler. E hoje, naquelas condições, voltaria a fazê-lo (risos). Se não o tivesse feito provavelmente não seria hoje escritora. A quem a acusa de ter uma escrita demasiado femininista, Paulina defendeu-se: “Engraçado mas ninguém diz que o Mia Couto tem uma escrita machista! Nos meus livros há mais personagens femininas porque este é o universo que melhor conheço, por ser mulher é o mundo em que estou mais à vontade.”


Calane da Silva, o mais velho do grupo, preferiu elevar a multi-culturidade do Moçambique, “um dos grandes factores da nossa riqueza e o que nos distingue de muitos outros países. Alertou também para a distinção entre colonialismo e as pessoas que viveram em Moçambique durante colonialismo. “Muitas delas prestaram enormes serviços ao país e não devia ser esquecidas, porque não podemos apagar a nossa memória. O almirante Gago Coutinho, por exemplo, é de elementar justiça que continue a dar o seu nome a uma rua da cidade, porque prestou grandes serviços a nível da geografia e cartografia.”


O dia terminou com um monólogo interpretado pela actriz Lucrécia e com declamação de poesia.

Cristóvão Araújo

 

Sapo MZ  

 

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No primeiro dia foi assim...

 

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24.4.10

Três obras literárias de autores moçambicanos foram publicamente apresentadas durante a abertura da Feira do Livro de Maputo 2010 que decorre desde ontem, sexta feira, até domingo no Jardim dos Professores na capital do país.

Trata-se dos livros “Ecos da Vida Em Canda”, de autoria de Arnaldo Massangaie, editado sob a chancela da Associação dos Escritores de Moçambique, “Ilha de Moçambique”, escrito por Aurélio Rocha e publicado pela Alcance Editores, e a terceira obra tem o título de “O Mar de Maputo – Conto Em Português e Changana”, de Rafo Diaz.

O livro de Arnaldo Massangaie pretende resgatar a cultura da região de Canda no distrito de Zavale, na província de Inhambane, no sul de Moçambique. Segundo o autor, o “moderninsmo ocupa actualmente o espaço que outrora era ocupado por culturas da região, como são os casos dos contos ditos, ritos de iniciação, entre outras práticas que deixaram de fazer parte do quotidiano dos jovens locais. E uma das formas de resgatar estas manifestações e regista-las em livro”.

Ao todo serão quatro os livros a serem apresentados nesta feira, sendo que para este sábado está prevista a apresentação do livro “Linhas de Fuga”, recenetemente lançado por Germano Vera cruz.

Alfredo Lituri

SAPO MZ

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23.4.10

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