27.4.10

Apesar do ambiente frio e chuvoso realizou-se este domingo, no Jardim dos Professores, o último dia da Feira do Livro de Maputo 2010.


Centenas de pessoas participaram neste evento cultural organizado pelo grupo Culturando, entre eles, escritores nacionais e internacionais, artistas, apreciadores, num ambiente em que não faltou muita música, poesia, gastronomia, histórias, entre outros.


Num gesto de balanço, o professor Calane da Silva, um dos organizadores do evento, afirmou que, “apesar do tempo não ter ajudado o evento foi extraordinário, ultrapassou as nossas expectativas, tanto em termo de vendas, visitas e, acima de tudo, conseguimos fazer com que toda feira houvesse actividades culturais como, poesia, conversa com os escritores, assinatura de autógrafos, música, entre outros”.


De entre várias actividades culturais que se fizeram presentes, o destaque foi para a conversa com as escritoras e médicas que traduziram o livro “Onde Não há Médico”, da Kapicua Editores, um livro onde cada pessoa pode, através dele, saber mais sobre doenças e como agir a determinados sintomas e a música ao vivo interpretado pelo grupo feminino Likute.
Likute surgiu em Setembro de 2007, destacam-se por ser um grupo composto por quatro artistas femininas, polivalente, onde o convencional e o tradicional andam de mãos dadas.

 

“O grupo surgiu da necessidade que cada uma de nós tinha em criar uma banda e, em 2007 resolvemos nos juntar e criar o Likute, nome de um pequeno tambor sempre presente na dança tradicional Mapiku, originária de Cabo Delgado. O que mais identifica os Likute, é a fusão do convencional, ou seja, a presença do piano, da guitarra e do “base” e a música tradicional moçambicana com incidência para o batuque”, explica Miloze, pianista e baixista do grupo.


Nesta primeira edição da Feira do Livro de Maputo, estiveram expostos um total de 16 editoras, entre elas a editora espanhola, AECID, a Mabuku, Franco-Moçambicano, Texto Editores, Kapicua, etc. E, para o ano, vai se realizar a segunda edição da feira. “Depois deste sucesso alcançado, esperamos poder contar com a participação de mais autores, mais público e, principalmente com mais intervenção por parte do Conselho Municipal”, conclui professor Calane.

 

Sílvia Panguane

 

Sapo MZ
 

 

 

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26.4.10

A marca de vinhos Frizzé, lançada recente no mercado nacional, esteve presente na primeira edição da Feira do Livro de Maputo. Considerado por muitos como um dos melhores vinhos no mercado moçambicano, a Frizzé fez-se representar com os seus cincos sabores, são eles: morango, frutos do bosque, ananás, pêssego e laranja.

“Frizzé surge no mercado para marcar a diferença”, explica Frederico, responsável pela marca no nosso país. “Estamos numa fase de divulgação do nosso produto, já passamos pelos bares, discotecas e restaurantes e, neste momento, o nosso alvo está virado para os hotéis da capital onde estamos a ser bem aceites".

Frizzé é uma marca de vinhos provenientes de Mendoza, Argentina, com mais de sete anos no mercado argentino, com uma variedade entre o tinto e branco, gaseificado e com cinco sabores designados por “New Touch”, ou simplesmente, “Novo Toc”.

“É um vinho que deve ser servido muito fresco e ideal para acompanhar todo o tipo de prato em qualquer ambiente”, conclui Frederico .

Sílvia Panguane

 

Sapo MZ

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25.4.10

O frio, e especialmente a chuva, marcaram presença este sábado no segundo dia da I Edição da Feira do Livro de Maputo que hoje (domingo) termina, afastando assim algum público do certame. Apesar disso, Calane da Silva, um dos principais organizadores, afirmou ao SAPO MZ que, pela ronda que tinha efectuado pelos stands, as editoras mostravam-se contentes com o ritmo de vendas. “Muitos deles [stands] disseram-me que estão a vender bem. Penso que está tudo a correr muito bem e as actividades culturais paralelas também têm animado muito a feira.”


No dia de ontem, em relação às actividades culturais, o destaque foi para a música ao vivo interpretada pelo grupo Timbila Muzima e para a conversa com os escritores moçambicanos editados pela Ndjira – editora recentemente adquirida pelo grupo português Leya – uma dos stands com maior representação no evento.


A conversa com os escritores decorreu num tom de grande informalidade tende-se estabelecido um corrente de comunicação muito interessante entre os autores e o público leitor que ocupava a totalidade das cadeiras da assistência. Cada um dos quatro escritores foi defendendo o seu ponto de vista. Mia Couto foi peremptório: “O que importa é o nosso trabalho, os nossos livros, e não nós.” João Paulo Borges Coelho defendeu que “a literatura, tal como as ciências, não tem fronteiras. Nós é que lhes colocamos barreiras. Mais adiante, confrontado se era afro-optimista ou afro-pessimista Borges Coelho referiu: “O que me deixa mais optimista em África é a sua juventude. Este continente é fábrica de juventude. Reparem que 80% da população deste país já nasceu depois da independência!”


Paulina Chiziane, a única mulher entre os homens, foi quem arrancou mais gargalhadas à assistência ao confessar que durante a adolescência e juventude roubou muitos livros numa livraria do Alto Maé. “Era a única forma que tinha de ler. E hoje, naquelas condições, voltaria a fazê-lo (risos). Se não o tivesse feito provavelmente não seria hoje escritora. A quem a acusa de ter uma escrita demasiado femininista, Paulina defendeu-se: “Engraçado mas ninguém diz que o Mia Couto tem uma escrita machista! Nos meus livros há mais personagens femininas porque este é o universo que melhor conheço, por ser mulher é o mundo em que estou mais à vontade.”


Calane da Silva, o mais velho do grupo, preferiu elevar a multi-culturidade do Moçambique, “um dos grandes factores da nossa riqueza e o que nos distingue de muitos outros países. Alertou também para a distinção entre colonialismo e as pessoas que viveram em Moçambique durante colonialismo. “Muitas delas prestaram enormes serviços ao país e não devia ser esquecidas, porque não podemos apagar a nossa memória. O almirante Gago Coutinho, por exemplo, é de elementar justiça que continue a dar o seu nome a uma rua da cidade, porque prestou grandes serviços a nível da geografia e cartografia.”


O dia terminou com um monólogo interpretado pela actriz Lucrécia e com declamação de poesia.

Cristóvão Araújo

 

Sapo MZ  

 

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No primeiro dia foi assim...

 

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24.4.10

Três obras literárias de autores moçambicanos foram publicamente apresentadas durante a abertura da Feira do Livro de Maputo 2010 que decorre desde ontem, sexta feira, até domingo no Jardim dos Professores na capital do país.

Trata-se dos livros “Ecos da Vida Em Canda”, de autoria de Arnaldo Massangaie, editado sob a chancela da Associação dos Escritores de Moçambique, “Ilha de Moçambique”, escrito por Aurélio Rocha e publicado pela Alcance Editores, e a terceira obra tem o título de “O Mar de Maputo – Conto Em Português e Changana”, de Rafo Diaz.

O livro de Arnaldo Massangaie pretende resgatar a cultura da região de Canda no distrito de Zavale, na província de Inhambane, no sul de Moçambique. Segundo o autor, o “moderninsmo ocupa actualmente o espaço que outrora era ocupado por culturas da região, como são os casos dos contos ditos, ritos de iniciação, entre outras práticas que deixaram de fazer parte do quotidiano dos jovens locais. E uma das formas de resgatar estas manifestações e regista-las em livro”.

Ao todo serão quatro os livros a serem apresentados nesta feira, sendo que para este sábado está prevista a apresentação do livro “Linhas de Fuga”, recenetemente lançado por Germano Vera cruz.

Alfredo Lituri

SAPO MZ

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